Aspectos Demográficos

No fim do século XVIII e inicio do século XX, o processo de povoamento acelerou-se. O comércio já mostrava sinais de prosperidade e isto atraiu a atenção de italianos e portugueses que chegaram à busca de fortuna. Alguns desses europeus voltaram às suas terras de origem, enquanto que outros aqui permaneceram, construíram famílias, cujos descendentes compõem a atual sociedade Mariense. A princípio, estes europeus se estabeleceram no setor rural, durante várias décadas tornou-se o principal celeiro econômico da região. O setor urbano, onde se estabeleciam as funções administrativas do município eram freqüentados, apenas temporariamente, em que os grandes proprietários mantinham suntuosas mansões que eram ocupadas, especialmente, durante os festejos cívicos e religiosos.

Atualmente a população mariense continua concentrada na área rural, apesar de exercerem suas atividades empregatícias na sede. De acordo a tabela, percebe-se, portanto que houve um crescimento na taxa da população urbana e conseqüentemente no processo de urbanização, um fator de explica isso foi o aumento de casas comerciais, os empregos informais e a grande empregabilidade da Prefeitura Municipal, porém ainda o maior contingente populacional encontra-se na zona rural.

No período 1991-2000, a população de Coração de Maria teve uma taxa média de crescimento anual de 0,95%, passando de 21.937 em 1991 para 23.818 em 2000. A taxa de urbanização cresceu 24,48, passando de 25,39% em 1991 para 31,61% em 2000. Em 2000, a população do município representava 0,18% da população do Estado da Bahia e 0,01% da população do País.

Em 2010, o Censo Populacional apresentou uma queda na população, registrando 22.401 habitantes.

Quanto ao saneamento básico, a população do Município de Coração de Maria utiliza água da rede pública tratada pela EMBASA, poços, nascentes e cisternas; outros ainda não dispõem de água adequada para o consumo. Segundo o censo demográfico de 2000, observa-se que 27,1%, ou seja, menos da metade da população pesquisada utiliza da rede geral de abastecimento de água, 0,6% das habitações particulares possui fossas sépticas ou ligadas à rede de esgoto e 30,5% tem acesso ao serviço de coleta de lixo.